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Calçadas

O que há para falar sobre calçadas, você deve estar se perguntando.

Se seu interesse por urbanismo for mínimo, então há muito para se falar sobre as calçadas na Alemanha.

Quando a gente vai de um país para outro, a gente percebe bem mais as coisas que incomodam, e às vezes você precisa voltar para o primeiro país para perceber algumas das coisas boas do outro. Na última vez que estive no Brasil, uma coisa que me incomodou muito foram as calçadas, e como é difícil ser pedestre em São Paulo. Ou melhor, como é confortável ser pedestre na Alemanha.

A primeira coisa que você talvez perceba passeando por uma cidade alemã é a grande quantidade de calçadões e areas só para pedestres (e bicicletas), especialmente nos centros históricos. Aliás, uma pequena observação antes de continuar: toda área exclusiva para pedestre é livre para bicicletas também, então sempre que eu disser pedestres pense pessoas e ciclistas.

É super comum que tenha um calçadão principal, bem grande, bem comprido, que também é a rua comercial mais importante da cidade. Em Dresden, é a Prager Straße, essa daqui:

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Dá para ir quase só em áreas exclusivas para pedestres da estação central até o norte da cidade, a Neustadt. Você vai pela Prager Straße, segue pelas ruazinhas que levam à igreja principal, a Frauenkirche, continua por um calçadão-terraço ao longo do rio, cruza uma ponte que pode ser que em breve seja exclusiva para pedestres também, e continua pela Haupstraße, a rua mais fofa de Dresden.

Área só para pedestres no entorno da Frauenkirche

Área só para pedestres no entorno da Frauenkirche

Hauptstraße em Dresden

Hauptstraße em Dresden

Hauptstraße em Dresden

Hauptstraße em Dresden

E Dresden não é exceção. Calçadões em ruas comerciais nos centros históricos de várias outras cidades podem ser vistos nas fotos abaixo:

Schildergasse em Colônia

Schildergasse em Colônia

Frankfurt

Frankfurt

Mas não são só os calçadões que fazem das ruas alemãs especialmente confortáveis para pedestres (até porque calçadões no centro histórico tb não são raros no Brasil). O desenho das calçadas é muito cuidadoso, e sua execução muito precisa.

As calçadas são frequentemente arborizadas por aqui. Uma maneira de fazer isso, quando a calçada não é suficientemente larga, é pegar o espaço de uma vaga de carro (a cada x metros) para plantar uma árvore. Por exemplo nessa rua aqui:

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Ou nessa:

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Ou nessa:

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No geral as ruas não são desenhadas tendo o carro como prioridade mór do universo, mas sim o pedestre. Um outro exemplo disso são as esquinas. Quando é permitido estacionar na rua, com freqüência a esquina é alargada, tomando o espaço das vagas, para permitir maior visibilidade tanto para o pedestre quanto para o carro, e proporcionando ainda um espaço extra para o pedestre esperar de boas para atravessar, sem ficar no caminho de quem está passando.

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Também não é raro que, em algumas ruas com pouco tráfego de automóveis, não haja desnível (ou praticamente não) entre a rua e a calçada, de maneira que a rua é, de certa forma, uma extensão da calçada. É o carro que tem que dar a prioridade para os pedestres e ciclistas, claro.

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E quando eu falo da execução e do acabamento: são alguns detalhes aqui e ali na construção da rua e calçada que deixa tudo mais simpático e arrumado. Por exemplo, quando é possível estacionar em um dos lados da rua, freqüentemente a área para vagas tem um piso diferente, por exemplo um paralelepípedo, pra separar visualmente essa área do leito carroçável. Nos grandes calçadões, desenhos de piso com diferentes materiais criam essa organização e delimitação do espaço sem a necessidade de bloqueios físicos e visualmente indesejáveis. Quando o bloqueio físico é necessário – por exemplo para impedir que carros entrem em calçadões – ele é feito com elementos singelos e discretos, que não atrapalham o fluxo de pedestres.

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A rua asfaltada, a área para estacionar em paralelepípedo, e a área para atravessar no mesmo piso da calçada.

Desenhos de piso marcando diferentes espaços

Desenhos de piso marcando diferentes espaços

Desenho de piso

Desenho de piso

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Bloqueio físico para impedir a entrada de carros em uma área de pedestres

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Bloqueios físicos para impedir a entrada de carros numa área de pedestres

E às vezes são pequenos detalhes que mostram o cuidado com que esses espaços são pensados. Por exemplo nesse calçadão, como o material do piso muda em volta do mobiliário urbano, fazendo com que cada lata de lixo ou poste de luz se encaixe perfeitamente no espaço que ocupa. Mobiliário urbano é outra coisa a se elogiar também: bancos em calçadas e calçadões não são raros, e freqüentemente bem projetados. Até a maneira como a água pluvial é recolhida ao longo das ruas é feita cuidadosamente: grelhas discretas e bocas-de-lobo bem escondidas fazem o trabalho sem prejudicar visualmente o espaço.

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Drenagem de água pluvial

Drenagem de água pluvial

Drenagem de água pluvial

Drenagem de água pluvial

Mobiliário urbano em uma praça

Mobiliário urbano em uma praça

Não sei explicar bem, mas um lugar em que eu sempre percebo esse cuidado de acabamento é no encontro da rua com o edifício. É um detalhe bobo mas faz diferença e não é fácil fazer direito. Alguns bons exemplos:

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Além disso, frequentemente as calçadas e calçadões se misturam com áreas privadas dentro de lotes de edifícios diversos. Às vezes o uso público desse espaço privado é desejado e encorajado – quando por exemplo uma passagem é criada ligando duas ruas por dentro de um lote privado – às vezes indesejado e desencorajado. A grande diferença é que a separação no último caso não é feita com portões e muros hostis que tiram a permeabilidade visual dos espaços públicos mas com pequenos elementos que já avisam ao passante que aquele espaço é menos aberto – embora não completamente fechado – que o espaço público. Vegetação, desnível ou uma entrada estreita são alguns desses elementos.

Passagem aberta por dentro de lotes privados conectando duas ruas. Com restaurantes e lojinhas.

Passagem aberta por dentro de lotes privados conectando duas ruas. Com restaurantes e lojinhas.

Essa área é aberta mas é claramente marcada como privativa pela diferença de piso que desencoraja o transeunte a entrar.

Essa área é aberta mas é claramente marcada como privativa pela diferença de piso que desencoraja o transeunte a entrar.

E como já descrevi nos posts sobre bicicletas, as ruas alemãs são desenhadas para caber todo mundo – o pedestre, a bicicleta, a cadeira de rodas, o transporte público, a árvore e, quando sobra um espacinho, o carro também. Eu nunca tentei cruzar a cidade numa cadeira de rodas, mas suspeito que não seja muito difícil – não é totalmente incomum ver pessoas em cadeiras de roda sem acompanhantes por aí, e quem como eu anda quase sempre de bike também logo percebe como são incomuns calçadas sem rebaixamento na esquina. Eu posso contar nos dedos as de Dresden, são tão raras que sei exatamente onde estão.

Área rebaixada para cadeira de rodas.

Área rebaixada para cadeira de rodas.

E, talvez a coisa mais importante para o conforto visual dos cidadãos e, inclusive, sua segurança: você nunca vai ver numa cidade alemã fiação aérea. Tipo nunca. Nunca vi. Só em área rural e mesmo assim bem de vez em quando. Toda a fiação é enterrada, e que diferença gigante isso faz para a cidade. Ainda que isso não significasse uma melhoria na segurança – mas significa – só pela questão estética já faz todo o sentido ter a fiação enterrada. Estética urbana não é uma questão pequena e insignificante, ela influencia demais a qualidade de vida das pessoas. Há estudos que mostram, por exemplo, que um espaço arborizado facilita a recuperação de pacientes em hospitais, melhora a socialização entre vizinhos em um bairro, e até é responsável pela diminuição da criminalidade local. A fiação aérea prejudica demais a estética da cidade e certamente também contribui para aumentar o stress e a insatisfação das pessoas que nela moram.

Umas fotos aleatórias para terminar:

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Rua em Dresden com uma calçada bem mais larga que o leito carroçável.

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Detalhe de grelha cobrindo canteiro de árvore

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Uma rua arrumadinha em Dresden

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Uma passagem de pedestre com uma pracinha super simpática em Hamburgo

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Uma calçada arrumadinha em Hamburgo

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No centro de Hamburgo, uma rua super estreita, com apenas uma faixa, e calçadas largas e generosas.

Acho que é isso que tem a ser dito sobre calçadas alemãs. Acabou ficando um post pra arquitetos, mas taí!


(Publicado em 29 de Agosto de 2015)

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Bikes para alugar

Há dois anos fiz uma série de quatro posts sobre bikes na Alemanha abordando várias questões relativas a bicicletas: onde pedalar e quem pedala, quando pedalar e onde estacionar, como pedalar com chuva e carga, e como levar as crianças junto na bike.

Mas um detalhe que eu não discuti foi aluguel de bikes. Ou melhor, bikes compartilhadas.

Você certamente já conhece o conceito de bikes compartilhadas, já que ele está aos poucos sendo implantado em algumas cidades do Brasil também. Normalmente as bikes são alugadas por alguma empresa em colaboração com a prefeitura. Várias estações são espalhadas pela cidade, onde você pode retirar e devolver as bikes. Freqüentemente tem um app no celular onde você pode procurar a estação mais próxima de você, e os preços dessas bikes para alugar costumam ser bem em conta.

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Aqui funciona assim também, com um pequeno plus: a bike pode ser retirada ou devolvida em qualquer lugar, não apenas nas estações!

Funciona assim: a bicicleta fica presa não na estação como normalmente, mas com um cadeado normal de bike, daqueles de senha.

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Em determinada área da cidade (o centro, basicamente), a bike pode ser deixada em qualquer lugar. Encontrando uma bike, você pode desbloqueá-la pelo app (com o número da bike ou lendo o código QR), por telefone, ou com o seu cartão de membro. Você recebe então a senha para abrir o cadeado (no app, por SMS, telefone ou no visorzinho que tem na própria bike) e pronto!

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Ali onde está escrito “Nicht verfügbar / not available” (não disponível) e “verfügbar / available” (disponível), pisca uma luzinha verde para você saber se dá para alugar aquela bike, ou não (pode não estar disponível porque a pessoa que a emprestou ainda está usando, e não devolveu oficialmente ainda).

Para devolvê-la você pára em qualquer lugar, tranca a bike com o cadeado e devolve via celular, cartão de membro ou telefone. Super prático!

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Os preços são bem razoáveis. Se você não tiver o cartão de membro custa 1€ a cada meia hora, ou 9€ por 24 horas. Comprando o cartão de membro (custa 3€ por mês), você pode usar a bike gratuitamente por meia hora, 0,50€ por cada meia hora adicional ou 5€ por 24h. Vale bem a pena se você usa com freqüência. Para se registrar é gratuito, mas você precis colocar 9€ de crédito na sua conta quando se registrar (esses 9€ você pode usar para alugar a bike, claro). Esses preços são para Dresden, não sei se em outras cidades é diferente.

Fora do que eles chamam de “zona flex”, você só pode retirar e devolver as bikes nas estações, como de costume.

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Pelo app ou pela internet é fácil ver onde tem estações ou bicicletas paradas.

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No mapa da internet, acima, os pontos verdes grandes mostram as estações, os verdes pequenos mostram as bikes “soltas”, e os cinzas mostram as estações onde no momento não há bikes.

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Essa SZ-bike, verde, é específica daqui de Dresden, mas é parceira da Next-bikes (a azul), que tem em várias cidades da Alemanha. Eu acho que é a única empresa que tem esse sistema de deixar a bike em qualquer lugar e não apenas em estações. Algumas outras cidades têm bikes compartilhadas de outras empresas, que funcionam só via estações. Os preços também são os de Dresden. Não sei se variam por cidade, mas certamente são nessa mesma faixa de preço.

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Bem mais sagaz, esse sistema! Em termos de segurança, não acredito que seja tão mais problemático uma vez que todas as bikes têm GPS e portanto fica muito fácil encontrar uma bike eventualmente roubada. E facilita muuuuito para o usuário não precisar procurar uma estação com espaços vazios na hora de devolver a bike, especialmente sendo que o valor muda a cada meia hora.


(Publicado em 14 de Junho de 2015)

Já visitou a gente no facebook? Vem!

 

As quatro estações 1: Primavera

Uma das coisas muito legais de se morar na Alemanha é perceber as diferenças entre as diferentes estações do ano. Como aqui as quatro estações são bem marcadas, cada uma tem suas particularidades, suas características, seus cheiros.. e cada uma te permite diferentes atividades e hobbies.

Como já discuti em um post sobre caminhar na floresta, os alemães gostam muito de atividades ao ar livre. E em cada parte do ano são diferentes as possibilidades.

Então nesse ano resolvi fazer quatro post, um para cada estação, que serão publicados nos momentos correspondentes. Certamente não é novidade para quem está lendo, mas vale lembrar que no hemisfério Norte as estações são trocadas. A Primavera começa no final de Março e vai até o final de Junho, seguida do Verão, até o final de Setembro, o Outono começa então e termina no final de Dezembro, quando começa oficialmente o inverno. Portanto agora, em Maio, estamos no auge da primavera.

Aliás, essa história de estações em momentos diferentes do ano é uma coisa que os alemães acham muuuuito incrível quando você fala que vem do Brasil. Para eles parece inconcebível a idéia de natal no verão e inverno em julho… É quase como se você dissesse que no Brasil o Papai-Noel veste amarelo e roxo e seu trenó é guiado por cavalos marinhos.

Mas morando aqui, você até entende por quê. As estações são tão características que elas acabam marcando muito como você conta o tempo, e as suas memórias. Às vezes você pode não lembrar quando aconteceu determinado evento, mas você lembra se estava nevando, se as folhas estavam caindo, se estava florido ou muito calor. De maneira que é bem normal usar as estações do ano como referência de data, no estilo “Eu sei o que você fez no verão passado”.

Mas voltando à primavera.

A primavera é sem dúvida a melhor época do ano. E o motivo é tão somente o fato de que ela sucede o inverno. Não que o inverno seja a pior época do ano. Tem diversas coisas legais no inverno (que serão discutidas no post sobre o inverno). Mas depois de vários meses de tempo frio e dias curtos e escuros, quando as folhas nas árvores começam a nascer, a temperatura sobe o suficiente para dar para sair de camiseta e o horário de verão começa, atrasando o pôr do sol para depois das 8 da noite, todo mundo fica de bom humor.

De verdade.

Todo mundo fica de bom humor. É uma coisa perceptível.

De uma semana pra outra, todo mundo tira suas bikes da garagem e as ruas das cidades ficam novamente cheias de pessoas de bicicleta, adultos, crianças, avós, todo mundo. Aliás, março/abril é provavelmente o pior momento para comprar uma bike usada: todas as bikes usadas à venda somem das lojas/mercados de pulga rapidinho.

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As pessoas saem, as ruas ficam cheias de pessoas andando, passeando, conversando, andando com carrinhos de nenê.

Os parques das cidades ficam cheios de gente tomando sorvete, jogando futebol, kubb ou outros jogos, fazendo churrasco… E não só nos fins de semana. Como anoitece cada vez mais tarde (e muda bem rápido!), ainda sobram 3, 3h30 depois das 18h para sentar no parque com amigos e tomar uma cerveja depois do trabalho.

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Uma coisa particular também é que, durante a primavera neva pólen. Como explicar? Tem tanto pólen de várias árvores voando pelos ares, que tem dias que você vê vários pontinhos brancos, quase como neve, mesmo. Ou pedacinhos de algodão voando. Não dá pra explicar e é difícil de fotografar, mas eu tirei uma foto de um cantinho no chão da entrada de um prédio onde tinham se acumulados vários montinhos de pólen:

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(Aliás, a primavera é certamente a estação do ano mais odiada pra quem tem alergia a pólen)

Na primavera os pássaros voltam das suas férias em terras do Sul, e você os ouve novamente cantar de manhã. As árvores florescem, tudo fica colorido ou verde claro…

As sorveterias reabrem (as que fecham durante o inverno), todo mundo toma sorvete o tempo todo… os Biergartens também reabrem, os restaurantes e bares colocam mesas nas calçadas… não tem como não ficar de bom humor na primavera!

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(Publicado em 4 de Maio de 2015)

 

Como levar as crianças para a escola

Esse post é a parte 4 do post sobre bikes: “E o que fazer com as crianças?”. Mas vou um pouco além para abordar, de maneira mais geral, como levar as crianças pra escola. Esse post estou planejando há meses (na verdade era uma das idéias que inspirou a criação do blog), mas precisei de um tempo para colecionar todas as fotos necessárias. E ainda vou precisar pegar umas da internet. Mas vamos lá.

Então, a questão final de adotar bikes como meio de transporte: Mas não dá, eu tenho crianças pequenas!

Keine Sorge!

Os alemães tem mil e duzentas alternativas diferentes para levar o(s) nenê(s) na bike de maneira segura e confortável.

A primeira, mais prática e fácil, são as cadeirinhas de nenê que podem ir na frente ou atrás. Na frente é meio raro achar, porque acho que as opções são cadeirinhas menores. Para trás, as cadeiras disponíveis carregam crianças de 9 meses até 4 anos de idade. e são ajustáveis para encaixar sua criança que muda de tamanho a cada mês.

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E claro, você pode facilmente combinar ambos e colocar um nenê na frente e outro atrás.

Mas se vc ainda estiver na dúvida achando perigoso, ah, sei lá, eu sou meio desequilibrado, vou cair com a bike e as crianças, aí vai todo mundo ter que correr pro hospital, desastre, perigoso, awawa awawa. Ok, tem outras soluções.

Você pode também conectar à sua bike um trailer de criança. É super complexo, com cadeirinhas, cintos de segurança, fecha para não chover na criança, e tem carrinhos com tamanhos diferentes para uma ou duas crianças.

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Esses trailers são super práticos. Além de conectar à bike, você pode também levá-lo separado, quando estiver andando, como se fosse um carrinho de bebê. É super comum, por aqui, ver esses carrinhos conectados às bikes ou sendo levados à parte. São caros, claro, mais ou menos o preço de uma bike nova. Mas bem seguros e confortáveis.

Essas opções são as mais comuns: as cadeirinhas e os trailers.

Outras alternativas menos frequentemente encontráveis existem. Tem uma opção de trailer que fica na frente da bike, também. Mas esse eu só vi uma vez e nem consegui achar nenhuma foto.

A opção provavelmente mais simples e mais barata e adicionar um banquinho, que nem o banco da bike, só que menor, na frente. A criança fica sentadinha lá como se estivesse dirigindo a bicicleta.

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É provavelmente a opção menos segura, mas para percursos curtos e crianças um pouco maiores, que já conseguem se equilibrar bem, pode ser uma boa alternativa.

E uma outra alternativa, para crianças que já estejam aprendendo a andar nas suas próprias bicicletas, você pode conectar à sua bike uma meia-bicicleta infantil. Fica assim:

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Aí a criança já vai pedalando, mas você não precisa ir devagar para esperar o pentelhinho te alcançar. Nunca vi, mas achei na internet uma foto com uma meia-bicicleta-de-criança-para-duas-crianças-conectável-à-bike-de-adulto:

E com cestinha na frente e atrás, ainda!

E, claro, se você for paciente e não tiver pressa, tem opções de bicicletas infantis para crianças de praticamente qualquer idade. Para as mais pequenininhas, as bikes não tem pedal, a criança só senta e vai empurrando o chão.

Mas, como eu falei, eu ainda quero abordar algumas outras opções de nenêmóveis comuns por aqui…

Quando o tempo está bom, é frenquente ver professoras do jardim da infância e do primário levando a turminha pela cidade para um centro de esportes, para um museu, para um parquinho ou simplesmente passeando pela cidade para aprender alguma coisa. Numa cidade pequena como Dresden, as crianças sempre vão a pé, mesmo, em duplinhas, com dois ou três adultos tomando conta. São bonitinhos.

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Mas mais bonitinho ainda é quando as crianças ainda são bem pequenas, e para facilitar o passeio as tias colocam quatro ou cinco crianças sentadinhas num carrinho-de-mão fofo e colorido para ir empurrando:

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Bem engraçadinhos!

Mas claro, todas essas opções são para quando não tá muito frio, né… E como faz quando neva horrores?

Leve as crianças de trenó.

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É SUPER comum, quando neva, ver pais levando os pimpolhos para escola sentadinhos em trenozinhos de madeira. Fico imaginando as crianças acordando e vendo super felizes que nevou, e gritando pela casa: “MÃÃÃÃÃEEEE NEVOOOOU, VAMOS DE TRENÓ????””

E ainda dá pra conectar dois trenós e levar toda a criançada de uma vez só!

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Só cuidado para não perder nenhuma pelo caminho…

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Para saber mais sobre bikes na Alemanha, veja as partes 1, 2, e 3 do post Pedalando na Alemanha: Parte 1 – Onde e para quem?, Parte 2 – Quando pedalar e onde estacionar?Parte 3 – Com chuva e carga?


(Publicado em 26 de Maio de 2013)

Pedalando na Alemanha – Parte 3: com chuva e carga?

Essa é a terceira parte do post sobre bicicletas na Alemanha. A primeira e a segunda partes você encontra aqui e aqui, respectivamente.

Esse post é mais simples, basicamente para discutir questões de praticidade que pessoas que não usam bike como meio de transporte costumam perguntar, ou usar de desculpa para ir de carro até a padaria da esquina.

O que fazer se eu estiver indo de bike e começar a chover?

Aqui é muito simples. Se vc realmente não quiser se molhar (um pouquinho de chuva só faz mal se vc for feito de açucar), termine o percurso de tram. Vc pode deixar a bike onde está e buscar quando passar por lá de novo, ou, mais prático ainda, levar a bike com você no tram. Estou falando de tram pq é o principal transporte público de Dresden, que é onde eu moro, mas vale, em outras cidades, para metrôs e ônibus também.

Sempre dá pra levar a bike junto, normalmente você paga uma tarifa um pouco maior para levar bicicleta ou cachorro.

Aqui em Dresden, o bilhete para uma viagem de tram/ônibus/trem custa 2,00€. Para levar bicicleta ou cachorro você compra também um bilhete de preço reduzido (que é o mesmo que vale para crianças de 6 até 14 anos) por 1,40€. Então para ir de tram com a sua bike ou o seu cachorro, você paga um total de 3,40€. Parece muito, mas aqui, e em qualquer cidade da Alemanha e provavelmente da europa inteira, tem várias opções diferentes de bilhete. Você pode comprar o bilhete para uma viagem, ou o bilhete de 4 viagens, que sai mais barato, ou o de um dia inteiro, ou o de uma semana inteira, ou o de um mês, ou o de um semestre. Para a bike, tem a opção de bilhete mensal de bike. Então, por exemplo, se vc usa trem todo dia, digamos, vc vai de bike até a estação, daí pega o trem, e aí vai o resto do caminho de bike, vale a pena comprar um desses bilhetes mensais de bike, que custam só 16€. (ainda precisa do seu bilhete próprio, também, claro. O mensal custa 52,50€. Enfim, eu falo mais das várias opções de bilhetes de transporte público em um post futuro sobre transporte público.

Mas não ficam lotados, os trams/ônibus/metrôs? Cabe a bike?

Às vezes eles ficam bem cheios, sim. Não é assim, uma estação da Sé às 18h, mas em alguns horários pode ser um pouco complicado colocar a bike pra dentro, sim. Mas os alemães são muito tranquilos em relação a transporte público. Não tem empurra-empurra, mesmo quando está lotado todo mundo que quer descer consegue descer, é tudo muito tranquilo. E se tem alguém com uma bicicleta ou um carrinho de bebê, sempre arranjam um jeito de abrir espaço para a pessoa. Mas, claro, se realmente não der, sempre tem a possibilidade de estacionar a bike em algum lugar e buscar depois.

A outra questão é, como levar coisas na bicicleta?

Tem várias opções. Você pode colocar uma cestinha na frente, uma cestinha atrás, uma cestinha na frente E uma atrás…

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Ou, se você não é fã das cestinhas, tem a opção de colocar uma bolsa de bicicleta, que fica do lado da roda traseira. (Nesse caso o ideal é colocar duas, para equilibrar o peso, mas funciona só com uma, também)

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Você pode dar um jeito de prender suas coisas na garupa…

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E, claro, se você prefere uma bike mais simples e clean, a opção é levar as coisas na mochila, ou, ainda, na mão mesmo. não é tão difícil quanto parece.

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No próximo e último post sobre bikes: E o que fazer com as crianças?


(Publicado em 16 de Maio de 2013)

Pedalando na Alemanha – Parte 2: Quando pedalar e onde estacionar?

Antes de partir para os próximos dois tópicos do assunto bicicletas, um detalhe que esqueci no post anterior.

Às vezes você vai encontrar, em calçadas e áreas para pedestres, essas duas placas:

placasAs duas placas indicam que o tráfego é compartilhado entre bikes e pedestres. A diferença é que, na placa da esquerda, não tem separação entre onde vai a bike e onde vai o pedestre. A placa da direita indica que um lado da calçada é ciclovia e o outro é para pedestres. (Normalmente a ciclovia terá um piso vermelho).

Mas vamos para o assunto do dia.

Primeiro: Quando andar de bike? De manhã? De tarde? A Noite? Na hora do rush? De fim de semana? No domingo? Todo dia? Só às quartas?

Vai de bike quando quiser. Mesmo na hora do rush, no problem, vai tranquilo. A única restrição que eu sugeriria é não ir na neve. No inverno a quantidade de bikes que você vê pela rua diminui drasticamente, pq o ventinho de -20˚C batendo na sua cara e na sua mão, precisa ter nascido na Sibéria ou ser descendente direto de ursos polares pra suportar. E, lógico, se tiver nevado digamos que não é a opção mais segura.

Nossa, mas tá a maior neve, o transporte público resolveu entrar em greve e eu preciso chegar no trabalho, como faz? Bom, dependendo do caminho que você for fazer, dá pra ir de bike na neve também. Depende de ser um caminho bem mantido. Isso significa que o caminhão da prefeitura terá passado por lá de manhã espalhando areia ou pedrinhas. No centro da cidade não será um grande problema, além de ser bem mantido, como o tráfego de pessoas e carros é alto, a neve derrete rápido.

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Mas fica ruim de andar na rua porque ela fica mais estreita, já que a areia ou pedrinhas estará só no meio.

De qualquer maneira, durante o inverno poucas pessoas vão de bike. E por tal motivo, é a melhor época do ano para comprar uma bike usada, as lojas estarão cheias de opções.

Aí tá, cheguei no lugar de bike, tal, que que eu faço agora? Pode parar em qualquer lugar? Tem bicicletário? Vão roubar minha bike?

Lugar para estacionar a bicicleta não falta. Espalhados pela cidade, você vai encontrar diferentes tipos de paraciclos. Parte dos equipamentos urbanos, eles ocuparam por vezes o espaço de uma ou duas vagas, ou o espaço extra da calçada que alarga na esquina, ou ainda praças ou calçadas generosas.

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Especialmente em pontos estratégicos, como em estações de trem, a oferta de locais para estacionar a bike vai ser bem ampla. (e mesmo assim pode ser um desafio encontrar um espaço vazio)

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De qualquer maneira, na falta de um lugar apropriado, opções alternativas não faltam. Sinta-se livre para prender sua bike num poste de rua, em um portão, um guarda-corpo ou mesmo em uma árvore. Fique tranquilo que, se o dono (do portão, digamos) se incomodasse, teria uma plaquinha avisando.

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Lojas, supermercados, farmácias e outros estabelecimentos comerciais com freqüência têm seu próprio mini-paraciclo-portátil que eles colocam na frente da loja ao abrir a mesma. Só tome cuidado em não esquecer a bicicleta parada num desses paraciclos quando a loja fechar: eles colocarão o paraciclo com bike e tudo pra dentro da loja, e aí, só no dia seguinte…

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E na falta de qualquer uma dessas opções, você pode sempre encostar sua bike no muro ou parede mais próximo e resolvido. Claro que nesse caso sua bicicleta estará um pouco menos segura, mas sério, pra alguém passar e sair carregando sua bike na boa sem ninguém perceber, pouco provável, se for durante o dia. E por aqui me parece que a quantidade de roubos de bicicleta é bem pequena, pelo menos em Dresden, onde eu moro. Talvez em cidades maiores valha a pena ser mais cuidadoso, mas, por aqui, vejo até bike sem corrente nenhuma parada num canto tranquilamente. (Não recomendaria, claro). E também é raríssimo ver bikes com partes roubadas abandonadas em postes. (roda da frente, banco, a bicicleta inteira menos a roda, etc, variando de acordo com o que está preso no paraciclo, e o que é facilmente retirável).

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Mas claro, o ideal é sempre prender a bike em um paraciclo ou poste, e passar a corrente pelo quadro e pela roda da frente, que é mais fácil de tirar.

Espaço para guardar a bike em casa também não deve ser problema. Todos os prédios vão ter algum canto para guardar a bike, normalmente um mini-paraciclo onde deixar sua bike se vc usa bastante, e um bicicletário fechado, trancado e tal, para guardar a sua bike durante o inverno, ou quando estiver viajando.

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Finalmente, recomendo ainda cuidado ao parar a bike em algum poste muito perto da rua. Se ocorrer de alguém esbarrar na sua bicicleta e derrubá-la, e parte dela acabar ficando pro lado da rua, desastres podem acontecer.

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Não deve ser animador encontrar sua bike assim!

No próximo post: O que fazer na chuva e como carregar coisas na bike!


(Publicado em 8 de Maio de 2013)

Pedalando na Alemanha – Parte 1: Onde e pra quem?

Há tempos estou planejando um post sobre bicicletas por aqui (ok “tempos” é um certo exagero já que o blog existe faz um mês e pouco) mas tem tanta coisa para falar sobre bicicletas que fica difícil escrever um texto que englobe tudo.

Mas para comemorar a recente aquisição na minha nova super fofa bike Diamant Topas Damen vermelha, começo hoje com um post sobre bikes, a primeira de três ou quatro partes.

Então, como o título sugere, a parte 1 será sobre onde pedalar e quem pedala.

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O vô e a vó também vão de bike

Todos os alemães tem uma bike. Da vovó mais velhinha até o criança mais novinha, do entregador de pizza até o(a) diretor(a) geral da BMW, eu diria que 100% dos alemães que já aprenderam a andar têm uma bike. Na dúvida até duas. Logo, fazer as coisas de bike é a coisa mais normal do mundo. A bicicleta é o principal meio de transporte de estudantes, principalmente nas cidades pequenas com grandes universidades.

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Estudante em cidade pequena com grande universidade indo para a aula de bike. (atenção: legendas das fotos do blog podem incluir especulações)

Ok, tô na Alemanha, tenho uma bike. Onde andar? Na calçada? Na rua? Na guia? Tem ciclovia?

A maioria das cidades têm ciclovias pelo menos ao longo das grandes avenidas com maior movimento. Andando na ciclovia, você é como um carro numa faixa mais estreita. Significa que, por exemplo, se vc quer ir em frente e um carro atrás de você quer fazer uma conversão para a direita, ele vai esperar calmamente você seguir antes de virar. Em casos onde tem uma faixa para conversão, a ciclovia segue em frente no lado esquerdo da faixa para conversão. Em cruzamentos complicados, onde tem ciclovia, vai tranquilo que você pode fazer todas as conversões que os carros também podem. Se não tem ciclovia, você é um carro que fica sempre na faixa da direita.

E vai pedalando calmamente no seu ritmo, sem desespero, que ninguém vai buzinar loucamente achando que a rua lhe pertence.

ciclovia 3

ciclovia 4

Total madness!

Na foto acima, diversos cruzamentos e conversões possíveis e a sua complicada mistura de faixas para carros com ciclovias!

As ciclovias nem sempre estão nas ruas, claro, às vezes estão nas calçadas. Na sua maioria, são identificadas pela cor vermelha (especialmente se estiver na calçada), mas pode ser também indicada por essa linha branca tracejada com espaços pequenos como na foto acima.

Quando tem ciclovia, tem atê semáforo pra bike:

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Como nos semáforos para carro daqui, o amarelo acende também antes do verde, não só antes do vermelho, para avisar pra você ir se  preparando que já vai dar verde. (normalmente entre o vermelho e o verde o amarelo acende bem rapidinho, tipo 2 segundos). O branco em cima do vermelho tem em semáforos de pedestre também, e é para indicar que alguém já apertou o botão para atravessar e daqui a pouco vem o sinal, espera aí de boa. O botão para atravessar, também para bikes, e  o farol branco não estão presentes em todos os semáforos para bikes, mas só nos ao longo de ciclovias que estejam em calçadas, e portanto você-bike terá que atravessar a rua como pedestre e não como carro, daí o botão.

Bom, então nas avenidas maiores tem ciclovia, normalmente uma de cada lado da rua para cada sentido. E nas ruas mais estreitas, onde não cabe ciclovia, devo ir pelo leito carroçável, e não pela calçada, beleza. Mas e se a rua for mão-única? Posso ir de bike?

Depende. Regra geral, você vai de bike no mesmo sentido dos carros, sempre. A exceção é quando são ruas muito pequenas no meio do bairro onde o tráfego de bicicletas é alto. Normalmente nessas ruas você pode ir de bike também na contra-mão. Você vai saber que pode quando vir essa placa aqui:

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A placa redonda vermelha com o traço branco indica que vc não pode entrar de carro nessa rua porque é contra-mão. A plaquinha embaixo, branca com a bicicletinha e a palavra “frei” ou “livre”, indica que o tráfego é livre para bikes em ambos os sentidos.

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Note que nesse exemplo a rua é não apenas mão única, mas tem realmente só uma faixa. Não dá nem para ultrapassar o caminhão de lixo. Fica meio apertadinho para encaixar uma bike + um carro em sentidos diferentes, mas não se preocupe, os carros, vendo você vir no sentido oposto, vão diminuir a velocidade e quase parar na hora de passar do seu lado para evitar acidentes. No caso de você estar descendo a rua de bike no mesmo sentido dos carros, os carros atrás de você não vão tentar te ultrapassar até ter suficiente espaço para uma ultrapassagem segura. Enquanto não tiver, eles vão calmamente dirigindo atrás de você sem stress.

Ao invés da plaquinha com a palavra frei, às vezes aparecem também plaquinhas de bike com flechinhas pra cima e pra baixo, que significa a mesma coisa, que o tráfego de bikes é permitido em ambos os sentidos.

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Na verdade, a diferença aqui é que, nesse caso, a placa “Einbahnstraße” indica que é uma rua de mão-única (e você pode entrar nela, porque você está no sentido certo), e a plaquinha extra da bicicleta para te avisar que, apesar de ser mão-única, tem tráfego de bicicletas nos dois sentidos, então preste atenção ao entrar na rua. A plaquinha de antes estava indicando que, embora carros não possam entrar naquela rua por ser contra-mão, bicicletas podem porque o tráfego é liberado. Então a placa com as flechinhas é também para avisar os carros que terão bikes vindo no sentido contrário.

Tá, então, mas é que eu sou mó desequilibrado e acabei de aprender a andar de bike e morro de medo de andar na rua… posso andar na calçada?

Quando tiver ciclovia, não. Os pedestres ficarão bravos com você. Se não tiver ciclovia, a princípio o certo é você andar na rua, mas não é o fim do mundo andar na calçada. Desde que você vá devagar e com cuidado para não atropelar ninguém, não tem tanto problema. Inclusive é bem comum andar na calçada quando é uma mãe ou pai na sua bike junto com a criança pequena na bicicletinha de criança. As crianças vão sempre andar pela calçada, claro.

Para proteger a identidade desta criança desconhecida, adicionei uns óculos-escuros-photoshop

Para proteger a identidade desta criança desconhecida, adicionei uns óculos-escuros-photoshop

E numa rua de pedestres? Tipo um calçadão, e tal? Pode andar de bike?

Na grande maior parte das vezes, pode. Você saberá que pode, novamente, pela plaquinha “Frei.” como nesse exemplo:

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A placa azul da mamãe (ou papai escocês) com a criança indica que o local é exclusivamente para pedestres. A plaquinha embaixo com a bike, e novamente a palavra “frei”, indica que você pode também ir de bike. Mas na calçada ou rua de pedestres aposente a buzininha da bike que a prioridade é da mamãe (ou papai escocês) com a criança. Vá devagar, parando, desviando, e com cuidado.

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Ciclistas em rua de pedestres desviando com segurança e cuidado de velhinhos que andam devagar.

Ok, chega por ora! No próximo post sobre bikes, você descobrirá Quando andar de bike e Onde estacionar sua bike!

Mas antes disso vem um post sobre 1˚ de Maio e tradições do dia!


(Publicado em 29 de Abril de 2013)