Como fazer amizade com alemães?

Bom, primeiro já vou avisando que não sei.

Depois, aviso que o que eu vou escrever é baseado apenas na minha experiência pessoal, que pode ou não ser representativa de como as coisas funcionam na Alemanha. Mas pode ser que eu seja um caso especial, uma exceção, um E.T. Seja como for, se vc mora na Alemanha e já teve a experiência de tentar fazer amizade, aqui, com alemães (aqui, não no Brasil, pq se a pessoa está fora do país se comporta diferente, também), conte nos comentários como foi para você!

Mas pra mim é o seguinte. Eu acho muuuito difícil fazer amizade com alemães na Alemanha. Não porque eles sejam antipáticos, grossos, sem graça ou anti-sociais, nada disso. A maioria é suficientemente simpático e nossas culturas não são tããão gritantemente diferentes assim que o jeito de se comunicar seja completamente outra. Mas existem, claro, várias diferenças na maneira com a qual os alemães se comunicam, e, especialmente, em como eles começam uma conversa com pessoas desconhecidas em diferentes situações.

Como você fez amigos na faculdade, na escola ou no trabalho, no Brasil? Provavelmente na primeira semana de aula da faculdade você já conheceu um monte de gente nova, perguntou o nome de umas 30, das quais vários você esqueceu imediatamente depois de perguntar, mas enfim. Certamente foi uma situação em que você se apresentou para e perguntou informações básicas sobre um número grande de pessoas. Quem tinha sotaque diferente você já perguntou de onde era. Todas as pessoas com quem vc trocou pelo menos 3 palavras, vc perguntou o nome. Não foi algo assim?

Então, aqui é – repito, na minha experiência – totalmente diferente.

Os alemães começam uma conversa com potenciais amigos de maneira totalmente diversa. As primeiras coisas que você perguntaria – nome, de onde a pessoa é, o que ela faz no caso de não ser alguém que necessariamente estuda o mesmo que você – aqui só aparecem bem depois, bem, bem depois.

No meu mestrado tem só 2 alemães, então nem dá para usar de exemplo. Mas aproveitei a universidade para fazer esportes, e nessas situações percebi que as coisas funcionam diferente. Imagine que você se inscreva para fazer um esporte na faculdade e aí vai lá no primeiro treino e tem umas 30 pessoas, todos estudantes da mesma universidade, de cursos diferentes, de idades aproximadas (e obviamente com o mesmo interesse de esportes que você), que não se conhecem. Ontem comecei um curso assim e, enquanto estávamos os 30 desconhecidos esperando o treinador chegar, a pessoa de pé do meu lado puxou conversa, perguntando se era minha primeira vez fazendo Krav Magá. Sim, era. Depois de uma ou duas outras frases, perguntei o que ela fazia, e ela me olhou com uma cara tão estranha, quase como se eu tivesse perguntado qual é a marca de calcinha que ela usa, sei lá. Pareceu que tinha sido uma pergunta muito pessoal. Depois da aula quando as pessoas estavam no vestiário se trocando, percebi que a conversa girava em torno do que tinha sido a aula, de como era o treinador e tal, mas ninguém em nenhum momento perguntou para nenhuma outra pessoa seu nome, ou qualquer outra informação do tipo. Ficou uma conversa normal sobre a aula, quase como se todo mundo já se conhecesse, mas sem se conhecer (no começo estava bem óbvio que ninguém se conhecia). Mesmo o treinador, que percebeu ao longo da aula que eu a amiga brasileira que eu trouxe junto não éramos alemã e deu uma atenção especial para a gente por causa disso, não perguntou da onde a gente era, o que eu acho que teria sido uma pergunta muito automática fosse essa situação no Brasil.

Podia ter sido uma ocasião especial, mas no semestre passado, no curso de patinação no gelo, foi a mesma coisa. As pessoas comentavam ou conversavam umas com as outras coisas como se já se conhecessem, mas em nenhum momento perguntavam uma sobre a outra, nem mesmo o nome. Uma vez depois da aula um outro aluno puxou conversa comigo (perguntando se eu já tinha andando de patins antes do curso) e ficamos uns bons 10 minutos conversando sobre uma coisa qualquer, e em nenhum momento, nem no “bom, tô indo, tchau!” rolou um “ah, e qual é seu nome?”. Muito esquisito.

Em situações em que as pessoas são um pouco menos desconhecidas também não é diferente. Quando conheci os amigos ou família do namorado, obviamente perguntaram (ou já sabiam) o meu nome e de onde sou. Mas as perguntas “pessoais” nunca foram além disso. Pouquíssimos se aventuraram a perguntar “Onde do Brasil?”, e nenhum jamais perguntou alguma outra coisa qualquer como “onde vc estudou?” “vc também é arquiteta?” “o que vc está achando da Alemanha?” “Você tem irmãos?” ” Você tem gatos ou cachorros?” “Você pratica algum esporte?”, sei lá, qualquer uma dessas perguntas básicas que você faz com alguém para tentar puxar uma conversa e quem sabe começar uma amizade. Se eles sabiam qualquer uma dessas informações, era porque em algum momento tinham perguntado para o meu namorado, nunca diretamente para mim. Até hoje, quatro anos depois, as irmãs do namorado nunca fizeram nenhuma pergunta desse tipo. Incompreensível.

Inclusive eu já escrevi sobre a dificuldade que você pode ter em se sentir incluído em grupos de alemães nesse post aqui.

Engraçado que, se para eles é estranho fazer perguntas pessoais desde o início, para mim (e suponho que para outros brasileiros também) é completamente esquisito ter uma conversa casual sobre a aula de Krav Magá (“gostei desse treinador, muito simpático, né?” “Ah, não sei, achei ele meio ríspido às vezes” “mas a aula foi boa” “Nossa, amanhã vou estar toda quebrada, fato” “afe, e eu ainda vim de bike hoje, tenho mais 20 minutos de exercício até chegar em casa”) com alguém sem nem saber o nome da pessoa! De verdade, não consigo me imaginar continuando essa conversa por 10 minutos sem perguntar o nome do meu interlocutor e possivelmente o que ele estuda. Para mim, a impressão que dá se alguém puxa esse tipo de conversa com você sem perguntar de você, é que a pessoa está completamente desinteressada e não tem a menor vontade de ser seu amigo. Porque não perguntar o nome é uma coisa que vc faria só se tivesse, sei lá, conversando com alguém brevemente na fila do banco! (“Nossa, que demora, hoje, hein?” “ai, eu venho aqui toda sexta, é sempre assim esse horário, viu.” “puxa, mas se é sempre assim, porque eles só têm três caixas abertos? Não dava para colocar mais duas pessoas atendendo?” “Pois é, o atendimento ao cliente desse banco é péssimo. Mas eu recebo do trabalho aqui, não tem escolha.”). Nessa situação vc não se preocuparia de perguntar o nome da pessoa porque sabe que essa é a primeira e última vez que vocês vão se encontrar, então pouco importa mostrar interesse um no outro, basta ser simpático. Mas se é alguém que faz um curso com vc, ou um amigo de amigo, alguém que vc sabe que vai encontrar ainda muitas vezes e portanto que pode vir a ser seu amigo, acho bizarro não perguntar as coisas básicas antes de ter essa conversa (ou no mínimo durante)!

Essa diferença certamente tem a ver com o fato de que os alemães são bem reservados e em algum momentos é positivo, também, claro. É muito raro alguém mexer com você na rua, por exemplo. (Não digo nem só referente a assédio de rua, mas também naquelas situação em que uma pessoa aleatória na rua acha que tem que dar palpite na sua vida? Um breve exemplo: uma vez fui de bicicleta, em SP, encontrar umas amigas e na volta fui com elas até um ponto qualquer. Como elas não estavam de bike, fui andando e levando a bike do lado. Passou um ser aleatório do lado e disse “Bicicleta é pra pedalar, viu?”. Ou quando você está andando com uma câmera tirando fotos e alguém fala “Tira uma foto minha!”. Esse tipo de abordagem de desconhecidos é quase completamente inexistente aqui.).

Mas como, então, se faz uma amizade com alguém sem saber nem o nome nem nenhuma informação básica da pessoa? Não tenho a menor idéia. Juro, não tenho nenhuma suspeita de como é que os alemães ficam amigos uns dos outros. Deve demorar uns 5 anos encontrando alguém diariamente na escola ou trabalho até chamar essa pessoa de amigo, sei lá. Uns 6 meses até você achar que já rola perguntar o nome da pessoa…

Claro que tem diferentes situações, e diferentes pessoas, e provavelmente em vários momentos rolam perguntas pessoais na primeira ou segunda vez que você encontra o fulano. Alemães que já moraram fora da Alemanha parecem bem mais abertos à comunicação na maneira com a qual a gente está acostumado (para não dizer a maneira normal e sensata de se comunicar, né, mas tá). Só que no geral, a minha impressão é de que aqui é meio invasivo você perguntar coisas sobre a vida de alguém que não conhece ainda. Vai inventando outro jeito de conhecer a pessoa sem ser perguntando sobre ela. Parece que se você estiver fazendo esportes com a pessoa, é seguro perguntar se ela já fez aquele esporte antes ou não. Tente partir daí.


(Publicado em 15 de Abril de 2014)

 

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12 comentários

  1. No Brasil tenho dificuldade para fazer amizades novas com mães de outras crianças, para puxar conversa. A Mayra, em compensação, conversa com gente no ônibus, dá bronca para defender os diretos das pessoas, acho o máximo.

  2. A imprensão que eu tenho dos alemães é que se precisa ir muito devagar com eles. Se você avança um pouco a amizade bruscamente a maioria foge como uma lebre saltitando para a próxima moita. Tem que ser devagar, encontrando com as pessoas e conversando sobre coisas aleatórias, aí quando a pessoa começa a dizer “eu tenho um tio” é porque as coisas estão funcionando, aí dá pra você ser um pouco mais pessoal na conversa…rs. O problema é que às vezes você conehce alguém super legal num bar e fica lá trocando maior papo sobre coisas superinteressantes. Você sente que rolaria uma amizade muito bacana, que a pessoa tem tendências e gostos muito semelhantes aos teus e que a pessoa realmente gostou de você. E você nunca mais verá essa pessoa, ou será muito dificil encontrá-la por um acaso no tram ou na fila do banco. Já aconteceu algumas vezes comigo de eu pegar o número do celular, ou face ou email e tentar convidar para um café com bolo (veja que coisa mais simples e normal, um café com bolo!) e a pessoa não atender, não responder email e não te adicionar. Você pensa: “o que houve de errado, a conversa foi tão agradável, a pessoa parecia ter gostado de mim, me deu o contato dela”. Eu não entendo… rs. Eu acho mais fácil fazer amizades em locais que você frequenta com certa frequência e onde sempre estarão as mesmas pessoas. Tipo, aulas de danças, ioga, pintura, clubes, aulas de idioma, trabalho ou escola. Nesses ambientes se tem mais tempo para levar a coisa para a amizade. Em bares sempre tive conversas muito legais, encontrei pessoas legais, mas dificilmente vai pra frente. Eles conversam sem problemas, mas a coisa não progride para depois daquela noite. É tipo uma amizade por uma noite e sem compromisso, o que é muito estranho para mim, rs. Quanto a essa de assuntos pessoais, eu, como boa latina, pergunto tudo e falo tudo e nunca reparei se eles se incomodam ou não. Mas depois saio com a imprensão de que contei minha vida inteira para a pessoa e sei somente o nome e a profissão dela.

  3. Oi gente, obrigado para este artigo! Sou um alemão e uso tais contos de brasileiros para aprender português e para compreender melhor a minha própria cultura… Morava na Finlândia mais que cinco anos e as pessoas lá são em geral mesmo mais «frios» que aqui na Alemanha… Tudo é relativo, mas reconheço que eu como alemão estou às vezes mais inibido que eu quereria ser… Os brasileiros são elogiados em muitos textos por sua «Warmherzigkeit» (carinho? warmherzig = «de coração quente»). Muitas vezes, nós alemães somos muito longes deste nível… Nos cinco anos na Finlândia, não consegui me habituar completamente à frieza social (de minha perspectiva), nem consegui nem queria me tornar finlandês – mas acho que entendo e respeito eles entretanto. Com o anos e a minha estadia no estrangeiro, tenho pensado muito de diferenças culturais. Acho que cada cultura tem sua própria lógica… Não estou certo, mas talvez a lógica alemã referente a amizades é que tendemos ter/preferir menos contactos, mas contactos mais íntimos. Espero que vocês brasileiros conseguem se sentir incluídos na Alemanha, e que não confundem frieza com antipatia ou indiferença!
    P.S. Sou um alemão do Norte (Bremen), e dizem que somos mais frios que os outros alemães. Em geral também, me sento (e minha mãe se sente também) mais íntimo ou afim com os Países Baixos ou Escandinávia que com a Alemanha do Sul, no que se refere à mentalidade. Aqui em Bremen, tenho conhecido uns brasileiros, mas esses contactos são também sidos um pouco frustrantes. Eles estavam tudos muito simpáticos, mas tenho um pressentimento que eles me esqueceram relativamente depressa.

    1. Oi Niklas! Que bom que você deixou um comentário, é legal ouvir a opinião de alemães sobre o que eu escrevo!
      Eu escrevo sobre coisas que eu acho tanto boas quanto ruins daqui, mas no fundo eu percebo que tudo é meio interligado. Se alguma parte da cultura te parece ruim, ela é ligada a alguma outra parte que é boa. Por exemplo, os alemães são meio fechados e é meio difícil firmar amizades. Mas por outro lado, essa mesma característica é o que faz com que a maior parte dos alemães não se metam na sua vida. No Brasil é relativamente comum um total desconhecido vir dar opinião sobre você no meio da rua. Os alemães não costumam fazer esse tipo de coisa, normalmente deixam as outras pessoas em paz, e também não são tanto de fazer fofoca como nós. Então coisas boas e ruins vão juntas, e no final a conclusão é que não dá pra dizer que aqui é melhor, ou que no Brasil é melhor, é simplesmente diferente. =) Aos poucos você vai se acostumando e adaptando às diferenças…
      Quanto aos seus contatos brasileiros, eu acredito que para firmar uma amizade com brasileiros o importante é mostrar interesse. Quer dizer, se eu chamo uma pessoa para sair umas duas vezes, e ela nunca chama de volta, eu chego à conclusão de que a pessoa não está interessada na amizade, então deixo pra lá. Talvez se você tentar combinar algo com eles, chamar para fazer alguma coisa, eles mantenham o contato! =) (ah, e uma outra coisa que facilita/dificulta, é que os brasileiros são muuuuuito ligados às redes sociais. Me parece que pra gente é difícil firmar amizade com alguém que não tem facebook, por exemplo, porque acaba sendo um dos principais meios de comunicação entre as pessoas. Já os alemães vêem as redes sociais com muita hesitação, por questões de privacidade e tal.)

      1. Laís, nós brasileiros temos esse hábito de palpitar sobre tudo. É um comichão presente na nossa cultura que parece nos forçar a dar uma opinião mesmo em situações em que essa opinião faz pouquíssima diferença(como no seu caso ao conduzir, a pé, a bicicleta pelas ruas de SP). Agora, se nos consideramos “entrões”, você precisa conhecer o modo de vida dos israelenses que vivem em Israel!

    2. Olá, Niklas! Tudo bem?
      Morei na Alemanha por um ano e meio. Seis meses em Marburg e um ano em Freiberg. Tive muito mais “facilidade” com os alemães de Marburg. Não sinto que fiz amigos alemães na minha estadia aí. Mas posso dizer a você que talvez os brasileiros não o tenham esquecido rapidamente. Uma coisa que acontece (e, nisso, falo pela minha experiência) é que nós somos muitos “calorosos” e, quando não sentimos que é recíproco, acabamos por nos afastar. Com isso, parece que ambos os lados não se sentem acolhidos.
      São mesmo muitas diferenças culturais e isso é muito interessante. A gente vai aprendendo com o tempo 🙂
      Liebe Grüße aus Brasilien,
      Mariana.

  4. Olá, adorei o seu texto! Acho que as coisas mudam muito quando o contato com Alemães é feito online. Conheci minhas duas melhores amigas online. E por incrível que pareça, as duas são alemãs e as duas moram em diferentes cidades com menos de 30 mil habitantes. Já achava impossível fazer amizade com pessoas que moram em cidades grandes, imagina o pessoal que mora no interior. Pois o pessoal que mora em cidade grande está acostumado com imigrantes, turistas e etc. Mas por incrível que pareça, nossa amizade fluiu em menos de uma semana. Começamos a nos falar por email, depois através de cartas (voltando aos anos 50 rs). Elas são imensamente diferente do que costumo ouvir falar sobre alemães. Elas falam demaaaais, são mega curiosas, são super simpáticas e me contaram a vida toda delas na primeira conversa. Ainda não tive a oportunidade de ir conhecer a Alemanha, mas já planejamos tudo pra quando eu for, inclusive fui convidada pra ficar na casa delas, conhecer a família e tudo mais. Acho que isso varia muito de pessoa pra pessoa. Acho que a maneira mais fácil de se fazer amizade com um alemão e não errar nem passar dos limites, seria fazer amizade online e se encontrar depois que os dois já estiverem confortáveis com a situação. Assim você não corre riscos e ganha a confiança deles facilmente. A palavra é essa, antes de se abrir e se tornarem seus amigos, eles precisam confiar em você. Eles levam à sério esse assunto de confiança, por isso aquela moça do Krav te olhou tão estranho, ela não confia em você o suficiente pra te deixar se aproximar dela. Mas enfim, tem muitos alemães online procurando amizade e posso te garantir que eles são a simpatia em pessoa. Mais simpáticos até que muitos brasileiros por aí.

  5. Essa característica destacada pela Laís parece estar presente em todas as culturas européias, com raras exceções (talvez a italiana, quem sabe). Os europeus, de um modo geral, são bastante reservados. É claro que tem o lado bom disso, como já foi falado aí, que é o fato de as pessoas não se “intrometerem” na sua vida; e isso é um lado positivo, a gente viver sem aquela “fofocaiada” como aqui no Brasil. Eu gosto disso, e admiro. E, Laís, parabéns pelo texto.

  6. Essa característica destacada pela Laís, na verdade, faz parte de todas as culturas européias, com raras exceções (talvez a italiana, quem sabe). Mas, como já falaram aí, tem o lado positivo: lá não se vê as pessoas se “intrometendo” na nossa vida cotidianamente. Eu vejo isso (o jeito reservado europeu) como algo muito bom. Aqui a gente convive com uma “fofocaiada” tremenda, seja no trabalho, no condomínio onde a gente mora, etc. Eu, pessoalmente, prefiro o jeito europeu de ser, reservado, pois denota um respeito maior pelo próximo.

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